Jundiá no Fly
Mais um final de semana em Rio dos Cedros, dessa vez com menos frio e mais chuva. No sábado me batu aquela preguiça e nada de fly fishing. No domingo (28) atei meia dúzia de moscas para experimentar alguns materiais novos e fui para o rio testá-las com os lambaris. Descobri que os meus parachutes de Poly Yarn não ficaram bons o suficiente, preciso testar outras formas de atá-los.
Depois de constatar o fracasso das minhas invenções para superfície, era hora de testar as larvinhas com bead head de tungstênio atadas em anzol scud #14.
Alguns arremessos e nem sinal dos lambaris. Tudo muito estranho se comparado com o padrão dos dias anteriores, quando a isca mal caia na água e os lambaris se estapeavam por ela. Dessa vez a isca chegava ao fundo sem nenhuma batida, eu ia recolhendo vagarosamente a linha linha trocando ela de lugar por toda área de captura mais óbvia e nada.
Até o momento em que de rabo de olho observei algo maior dando uma rápida passeada pela superfície. Não tive tempo de identificar o vulto que num piscar de olhos voltou para o fundo.
Um false cast e reposicionei a mosca um pouco depois da área onde eu imaginava ter visto meu alvo. Ela desceu rápido até o fundo e comecei a arrastá-la com recolhimento que uso para ninfas, no meio do que eu imaginava ser a janela de captura daquele arremesso, senti uma batida mais pesada na isca, fisguei com a linha e subi a vara (na horizontal). A corrida levou o pouco de linha que estava aos meus pés e logo o peixe subiu para se debater na superfície antes de mergulhar novamente. Mesmo sendo obviamente mais pesado e forte que o lambari, a vara classe #3 me permitiu dominar e trazer o peixe logo às fotos.
Eu queria o lambari, mas o que veio foi esse barbudão aí. Me parece um Jundiá, e como eu não sou biólogo é assim que vou chamá-lo, Jundiá no Fly. Para aqueles que não botam muita fé nas pequenas larvas e ninfas esse aí é das águas brasileiras e deve estar com a barriga cheia delas.
Era sobre isso que eu falava quando escrevi sobre a minha escolha de vara de fly para lambari. Vou pescar os pequeninos e me deparo com esses caras em rios cheios de pedras pontudas e cortantes além de outros enroscos, não posso me dar ao luxo de deixar o peixe levar meu tippet 5 ou 6X para esses locais, não estou em lagoas limpas onde posso dar linha ao peixe, se o quiser posando pra fotos preciso contê-lo rápido, bater as chapas e liberar nosso amigo o mais rapidamente possível.
A propósito, o Decolando repercutiu mais uma vez no exterior. Desta vez no indicadíssimo Whiskey Creek Fly Fishing. Um blog sobre fly fishing que também aborda vários assuntos interessantes, sempre trazendo uma ou outra novidade. Adorei a combinação A glass of port, a cigar, and a fly fishing blog.











Hno. de los anzuelos, Junior:
La pesca es así, planificamos hacerlo con una mosca determinada y a veces no funciona, entonces aflora las ganas de probar y probar hasta “dar en el clavo”.
Un abrazo y,…
Un afectuoso sapukay.-
Parece ser um belo jundiazão, nativo.
Os bagróides além de comerem animais mortos, caçam sim. Se alimentam muito de ninfas, anelídeos, crustáceos e pequenos peixes.
Nos fóruns dos pescadores de pesqueiros é comum ver relatos de bagres pegos com ninfas bem lastreadas, arrastando no fundo.
abraço!
Junior, fui lá no belógue americano e postei meu comentário.
Porque fiquei satisfeitíssimo ao ver um belógue de um pescador com mosca brasileiro sendo comentado na “Meca” da pesca com mosca!
Parabéns! Prá frente e lineas arriba!
João
P.S. Não sei como ficou meu english, já deveras enferrujado…
Que maravilha parceiro! Deve ter pesado na linha!!!
É esse tipo de coisas que adoro no fly, as surpresas na pescaria!!
Parabéns amigão!!!
Abs
keko
[...] de lambaris e saicangas, apesar de eventualmente ter pego outros quando tentava um deles, até Jundiá no Fly já [...]
Srs. excelente matéria, muito didática e de agradável leitura. Ajuda muito iniciantes, como eu, a envolver-se cada vez mais com essa nova arte e aposentar de vez a tralha de bait, a tralha de linguiça então…. nem se fale.
Aguardo ansioso a próxima matéria.
Abraço,
Marco Peres.
[...] motivo 2) porque no meu caso não é difícil cruzar com saicangas e jundiás de 30cm, peixe que me daria trabalho além da esportividade aceitável numa caña [...]
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Rápidas da Fly Magazine
17/07/2010 | 11:31
Video que mostra de forma bem simples como atar o Nail Knot para atar uma linha monofilamento na sua linha de fly.
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