Pescando na Lagoa
Pescando na lagoa, dia de diver, seaducer, popper e streamer, moscas que quase nunca uso. Divers e poppers que como bem disse o Sam dia desses, não são moscas e sim “Fly Rod Lures”, ou iscas artificiais para varas de fly.
Faz dias que chove, mas sabendo que peixe não tem medo de se molhar, fiz minha primeira incursão em uma lagoa a 10 minutos de fusca da minha casa. Não tinha a menor idéia do que encontraria, ou mesmo se encontraria algum peixe por lá.
A lagoa fica dentro de um parque municipal e é claramente liberada para a pesca. Acontece que aqui em Indaial e região, existe uma pressão de pesca brutal sobre qualquer poça d’água. É inconcebível para a maioria absoluta dos pescadores a idéia de soltar um peixe. Todos compartilham da mesma idéia pobre e antiquada de que só se pesca para comer. Paciência e respeito com a baixa evolução é uma virtude que estou aprendendo a cultivar. A propósito, leia um pouco sobre a consciência ecológica sobe lixo urbano que encontrei por lá.
A lagoa tem características interessantes, é formada por um ribeirão e sua água sofre constante troca. A natureza ao redor é relativamente bem preservada e uma das suas margens é de mata natural. Apresenta claros sinais de ter sido represada pois em uma das suas extremidades ainda preserva uma boa quantidade de troncos semi-submersos, os famosos paliteiros.
Poderia encontrar carpas que estão sempre escampado de lagoas particulares (com a baixa consciência ecológica do pessoal, imagina se alguém se preocupa com o impacto disso), traíras, tilápias, e porque não o black bass? Me armei com algumas moscas incomuns para mim e lá fui com meu fusca, mesmo com a maior chuvona se armando.
Lá chegando fui para a parte mais isolada da lagoa e a chuva chegou junto comigo. Sei que peixe não foge de chuva, mas eu sim. Procurei me adaptar as condições de pesca. Não estou acostumado a pesca com mosca em barrancos, pois tenho pescado somente vadeando em rios. Isso me fez ficar relaxado com os roll casts, pra ser sincero, sou um ignorante em roll casts.
Por isso a mata de 12 metros de altura logo nas minhas costas se mostrou um forte empecilho. Era me adaptar ou abandonar a pescaria. Claro que não custava nada continuar tentando uns over heads desajeitados, uns roll casts cataploft. Tudo isso pensando em o quanto eu não gosto de pescar em barrancos e em quanto alguma técnica de speycast seria interessante naquela situação. Além de sentir uma vontade enorme de ter um pontoon.
Depois de destruir o pesqueiro com minhas tentativas de arremesso, peguei o jeito. Era hora de ir par o local onde eu tinha fortes esperanças de capturar alguma coisa (esse das fotos). Cheguei lá e a chuva apertou de vez. Agora acompanhada por trovões e relâmpagos, era hora de terminar a brincadeira, mas um rebojo enorme a uns 12 metros lagoa a dentro me fez tentar em vão por mais uns 10 minutos, já que a chuva apertou ainda mais e não dava sinais de que pararia, o que realmente não aconteceu.
Essa primeira visita meio desajeitada me deixou cheio de esperanças de bons resultados durante a semana, com mais tranqüilidade e tempo seco.
Update em 18/11/2008 – Dia desses voltei a essa lagoa, encontrei um tiozão com jeitão de aposentado pescando com seu Monza numa das margens. Aproximei-me e cumprimentei o sujeito, perguntei como tava a pesca e ele me mostrou uma sacolinha de supermercado com uma traída de menos de um palmo morta dentro dele, e completou: Tá fraca demais, a tarde inteira e eu só peguei 1 peixe.
Desconcertado, deixei aquele pobre morto de fome na sua atividade modorrenta de acabar com toda vida que ali possa existir. Porque se ele mata uma traíra de menos de 1 palmo, deve ser o trauma de já ter passado fome. E sim, ela ainda é filhote e não reproduziu. Por isso as pescarias do modorrento serão cada vez piores.










[...] Scriptum I: Vejam como foi minha pescaria no [...]
Bem bacana…. com certeza no finalzinho das tardes de Novembro vai se dar muito bem com algumas moscas secas…
Belo lugar, apesar do LIXÃO acumulado.
TEM QUE TER traíra nessa lagoa, aposto um barril de Eisenbahn Pale Ale que tem.
Agora pra pegar elas… vara #6 porreta para arremesar poppers, divers, wooly bugger, streamers, etc. E pra arremessar com essa mata atrás… só no roll cast, ou no tower cast.
Traduzindo: com a minha lenta vara #5 num lugar desses só vou passar raiva.
Agora se puder levar o bait… hehehe. Imagina um buzz-bait no meio desses tocos.
Lindo esse lugar!!!
Quanto ao comentario do matador de traira,fiquei a pensar,que bom seria se ao invés de retirar os peixes dessas lagoas fizessem uma campanha de preservaçao e introduçao de espécies no mesmo com a concientizaçao da populaçao que o turismo de pesca rende mais com o peixe capturado e solto novamente no habitat,daria pra comprar um kilo ou mais de picanha ao invés de comer traira…
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Rápidas da Fly Magazine
17/07/2010 | 11:31
Video que mostra de forma bem simples como atar o Nail Knot para atar uma linha monofilamento na sua linha de fly.
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